sábado, 16 de maio de 2009

Dicas - Patagônia

Olá pessoal,
Primeiramente gostaria de pedir desculpas pelo descaso em não atualizar este blog por tanto tempo. Várias coisas aconteceram na minha vida pessoal e na vida de alguns amigos que iriam auxiliar na atualização do blog, mas pretendo ser mais constante apartir de agora, provavelmente vocês não verão posts diários, mas quero tentar uma ou duas atualizações semanais pelo menos.

Para finalizar pelo menos por enquanto o assunto da viagem a Patagonia, vou neste post informar o nome dos albergues, empresas de ônibus e de passeios que contratei pelos locais, alem de algumas dicas gerais, então vamos lá:
Albergues

UshuaiaHostel Los Lupinos
Deloqui, 750
El Calafate e Buenos Aires
America Del Sur Hostel
www.americahostel.com.ar

Buenos Aires
Hostel Suites Florida
Florida 328

Gostei muito destes albergues, em ambos fiquei tanto em quarto privado como compartilhado. Limpeza e atendimento perfeito. Gostei muito do atendimento do America Del Sur, principalmente o de Buenos Aires. É um albergue novo, parece com um hotel em estilo, muito bom. E o churrasco deles típico e impecável.

No Suites Florida, eu fiquei só uma noite,quartos bons também e ótima infra-estrutura de computadores para acesso a internet.


Balada em Ushuaia

Nautico Disco Club
www.nauticodiscoclub.com

Balada básica iguais as de cidades do Interior aqui em São Paulo. Não espere dançar ao som de Madonna ou Britney. Pelo menos do dia que fui o som era exclusivamente ReggaeTon.


Passeios

All Patagonia
Eu gostei muito do atendimento desta empresa. Comprei praticamente todos os passeios de Ushuaia através deles. E tive um atendimento personalizado por sorte do destino, já que fiz o passeio a pinguineira com uma guia particular praticamente.

Minha dica é comprar o pacote ao Canal Beagle que não inclua a pinguineira, e pegar outro pacote separado para pinguineira. Se você compra o pacote junto, não é possível descer até a ilha, terá de se contentar em tirar fotos dos pingüins de dentro do barco. Saí mais caro, mas para nós brasileiros com a vantagem do cambio ainda é barato. (WWW.allpatagonia.com)

Hielo y Aventura
É a única empresa de El Calafate que oferece passeios trekking para o Glaciar Perito Moreno, fiz o Big Ice, em que você fica 7 horas andando no gelo. Vale a pena, e não cansa tanto como possa parecer. E olha que ficou um gostinho de quero mais. O problema é o preço 500 pesos. (WWW.hieloyaventura.com)

Ushuaia Outdoors
Esta empresa oferece alguns passeios de aventura, como trekking no gelo, escalada ou o passeio até a caverna de gelo, sendo que fiz este último passeio. Vale a pena, depois de caminhar por horas vale a pena a paisagem, mas exige preparo físico. (WWW.ushuaiaoutdoors.com)

Quanto aos passeios, em alguns albergues eles organizam tudo para você, basta reservar na recepção. É prático, mas a maioria dos albergues não aceitam cartão crédito, ou seja, você terá de pagar tudo em dinheiro. Eu me dei mal nesta brincadeira, porque não conseguia sacar mais que 300 pesos por dia no caixa eletrônico e tive de pagar 1300 pesos pelos passeios e estadia em El Calafate. Não fosse eu ter levado um monte de cartão de crédito e de banco, não teria como sacar todo o dinheiro.


Meio de Transporte

El Calafate – Ushuaia
Fiz o percurso por terra nos ônibus da empresa Marga. Embora se perca mais de 12 horas na viagem, vale a pena, pois o ônibus atravessa o Estreito de Magalhães. Atravessa parte do Chile e uma infinidade de lindas vistas. O que cansa é o entra e saí do ônibus para poder atravessar as fronteiras entre Argentina e Chile, mas nada que não seja recompensado por algumas fotos rápidas do entorno. No ônibus são servidos lanches, bebidas quentes e fria.

El Calafate – El Chalten
Também fiz a viagem de ônibus. 3 horas de viagem. Saí mais barato comprar a passagem de ida-e-volta do que comprar separado. Na ida o ônibus faz algumas paradas na estrada para que seja possível tirar algumas fotos.

Buenos Aires
Continua a dica de todos os sites de quando chegar ao aeroporto contratar o transporte de empresas como Manuel Tienda Leon, conhecido como Ramises, sai muito mais barato e seguro do que os Taxis. São micro-onibus que te deixam na porta do hotel.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Roteiro Patagonia - 10/11º dia - Retornando do Fim do Mundo

O domingo começou com chuva, o que me fez ficar na cama um pouco mais. Mas não tempo suficiente para poder relaxar, afinal eu tinha de aproveitar o café da manhã. O albergue estava mais vazio neste dia, muita gente havia partido logo cedo de ônibus para El Calafate, fiz então meu café e fiquei olhando a cidade pela janela. Como a chuva permanecia, agora mais fina, voltei ao dormitório para terminar de arrumar minhas coisas e tomar banho, pois teria de fazer o checkout as 10:00 e o vôo seria somente as 15:00.

Tudo certo, fiz o checkout, deixei minhas malas no guarda-malas do albergue, fiquei apenas com minha câmera e o dinheiro. A chuva já havia passado a esta hora, então resolvi dar uma volta pelas ruas para comprar as lembrancinhas faltantes. 99% das lojas estavam fechadas, a maioria não abriria no domingo ou só abririam após às 17 horas. Horário meio estranho, mas creio que sigam este horário como uma forma dos funcionários descansarem no período em que a maioria dos turistas estão fazendo os tours pela cidade.

Enquanto aguardava procurava pelas lojas, resolvi caminhar um pouco mais pela cidade, onde acabei conhecendo a prefeitura naval e alguns pontos na baia. Tirei algumas fotos, debaixo de um vento gelado que fazia a sensação térmica chegar aos -2 graus. Voltei para a rua principal e encontrei algumas lojas abertas, mas acabei fazendo compras na World’s End, uma loja grande que fica em uma esquina da Calle San Martin. Compras, feitas retornei ao albergue, e fiquei na navegando na internet até próximo do horário de ir ao aeroporto, até que em que pedi o taxi, duas garotas israelenses também iriam para o aeroporto, acabamos combinando de irmos juntos, pensei que faria mais amizades neste momento, mas que nada, tentei puxar assunto enquanto estávamos no taxi, mas não foi para frente. Acabamos indo cada um para o seu canto, embora o destino fosse o mesmo. Nota zero para elas, já que fiz amizade com muitos amigos delas e elas nada.

O vôo transcorreu bem, só em Buenos Aires que pegamos um pouco de turbulência devido a um temporal que estava ocorrendo na cidade, a chuva era tão forte que o vôo previsto para aterrisar em Ezeiza, acabou indo para o Parque Aeroviário, de onde saem os vôos nacionais. Para mim foi bom, pois lá é muito mais próximo do centro, gastei apenas 20 pesos de taxi, contra quase 50 que gastaria do aeroporto internacional.

Debaixo de muita chuva cheguei no America Del Sur hostel, o albergue da mesma rede no qual havia ficado em El Calafate, que havia sido inaugurado em Dezembro/2008, em um prédio que segundo eles foi projetado para ser um albergue. Sem palavras para descrever, é sensacional, tive a impressão de estar em um hotel, sem contar o staff que eram muito simpáticos como na outra unidade. Deixei minhas coisas no meu quarto, tomei um banho e desci para o hall principal, como não havia almoçado resolvi pedir o churrasco a moda da casa. Enquanto aguardava chegou um jovem muito bonito que acabou me fazendo companhia.

Começamos a conversar, as carnes foram chegando também, algumas super mal-passadas, mas muito macia, com um tempero que não dava para resistir. Eu fui de cerveja e ele de vinho. Começamos a conversar e ele logo de cara perguntou se eu era do Brasil, falei que sim e perguntei como ele sabia, ele me disse que eu tinha cara de brasileiro. Ele por sua vez e para variar um pouco dos trocentos israelenses que conheci, também era de Israel. Ao aprofundarmos na conversa ele me perguntou em que cidade morava, quando ia responder ele falou que eu era de São Paulo, mais uma vez quis saber o porque ele achava isso. Ele me disse que foi a forma como eu comecei a conversa, segundo ele, somente o pessoal de SP começa a conversa em inglês, os demais falam em espanhol ou enrolam no portunhol. Achei interessante o ponto de vista dele. Conversamos sobre viagens, comida, e amenidades. Mais uma vez fui obrigado a falar sobre o problema de segurança do Brasil, e não poderia nem negar nada, afinal ele chegou a conhecer no Rio de Janeiro, pessoas que estavam no albergue que foi invadido no bairro da Lapa e que perderam todos os seus pertences. O relato feito por ele foi assustador, pessoas sendo acordadas com metralhadoras na cabeça, bandidos com granadas nas mãos, e outras coisas ruins. Dei umas dicas sobre outras regiões do Brasil, mas não consegui mudar muito a visão com a qual ele ficou da segurança no pais.

Outro problema que ele relatou foi de que os brasileiros que ele conheceu em Ouro Preto e Rio de Janeiro não são tão generosos com os estrangeiros. Por não saberem outro idioma, simplesmente deixavam os estrangeiros a própria sorte, diferente de Buenos Aires, onde mesmo os que não falam inglês procuram se fazer entender.

Ele tinha muitos trejeitos gays, que alertaram o meu radar, tentei então descobrir indiretamente, mas ele não se abriu muito, então resolvi deixar pra lá... Bom, comemos e com o papo já acabando ele me chamou para conhecer as demais pessoas do albergue, nos intrometemos em uma rodinha de garotas e começamos a conversar, haviam 2 da Inglaterra, 1 americana e 1 irlandesa. Conversamos bastante embora eu tenha ficado mais como ouvinte. Ele por sua vez conversou bastante, até porque o vinho já havia subido a cabeça. Juntou-se a nós o “Coreano” apelido de um dos atendentes da recepção. Ele pagou umas cervejas para gente e entrou na conversa. Ele é coreano falsificado, nasceu no Paraguai e ficou alguns anos na Corea com seus pais, 28 anos e muito inteligente. Falava inglês, espanhol, português e obviamente coreano.

Eram quase 1 hora da manhã e resolvi ir dormir, me despedi de todos e me dirigi ao quarto, chegando lá a porta trancada, mas com barulhos de roncos vindo de dentro. Tive de ficar batendo na porta por uns 10 minutos até um senhor alemão acordar, pediu desculpas e voltou a dormir. Nem tirei minhas roupas, cai na cama e lá dormi até o dia seguinte.

Na segunda-feira cedo acordei preocupado, pois em Buenos Aires quando eu cheguei era horário de verão, não sabia se ainda estava neste horário ou se já havia terminado, e ao invés de perguntar resolvi olhar em um dos computadores do albergue, que para me ajudar estava com o horário errado. Achando ser cedo, tomei café e fui até a Calle Florida, comprar alguma coisa. Comprei um livo sobre a Patagonia, um shampoo e uns gel para cabel da L’oreall, produtos que são muito baratos na argentina, um gel brilho molhado eu pago o equivalente a 7 reais, aqui não sai por menos de 20.

Paro para almoçar e volto ao albergue crente que ainda eram 12:30, quando peço o taxi a mocinha me fala que agora eram 13:30 e que eu tinha de voar literalmente. Fui pegar minhas coisas, e foi o tempo do taxi chegar, eu já morrendo de preocupação de perder o vôo, mas ele me acalmou dizendo que chegaríamos antes das 14:00 lá e realmente chegamos ao aeroporto internacional neste horário. Corri para o checkin da TAM e já estava naquela fila de atrasados, tudo certinho, não fosse o fato de precisar pagar a taxa de embarque e de ter de passar pela aduana, e para ambos estava uma fila enorme, agüentei a fila da taxa, mas na hora da aduana, olhei para o monitor e vi que estava na última chamada para o meu vôo, fui andando pela fila pedindo desculpas e pedindo para passar na frente, felizmente todo mundo deixou. Mas o atraso era tão grande que não consegui nem parar por 5 minutos no FreeShop, e para ajudar o portão de embarque era do outro lado do aeroporto. Fui correndo para lá com alguns funcionários da TAM fazendo pressão, o que me arrependi, já que depois que cheguei no avião ainda ficamos uns 20 minutos até fecharem as portas e levantarmos vôo, as 15:00 E para ajudar pensei que iria voltar em um tipo de avião e voltei em outro, então o assento que havia escolhido ficava de frente para divisória da primeira classe e bem no meio. Muito espaço para as pernas, mas nenhuma janela para olhar. Fiquei tão cansado e estressado que nem quis assistir televisão (neste avião cada assento possui uma TV particular), fiquei ouvindo música e dormi por boa parte da viagem até SP, só acordando para as refeições.

16:30 horário de Brasilia chegamos em São Paulo. Tempo bom e um choque térmico com a diferença de temperatura, afinal saí de -2 para ir chegar a 34 graus. Como não havia parado no freeshop de Buenos Aires, não tive escolha a não ser parar no lixo do Free Shop brasileiro, uma vergonha se comparado aos free shops pelo mundo. Chocolates, perfumes e um Green Label na bagagem, hora de pegar o Radio Taxi e voltar para casa, com muitas recordações na cabeça, muita vontade de voltar para os locais visitados e principalmente muito senso de que precisamos todos nos preocupar mais com a natureza, que foi delicadamente criada por Deus e que estamos brutalmente destruindo a cada dia, deixando um legado horrível para próxima geração.
Nos próximos posts, sobre a viagem devo colocar endereços, dicas especificas de passeios e compras.

domingo, 15 de março de 2009

Roteiro Patagonia - 9º dia - Pinguins

Depois de ter passado boa parte da madrugada no Naútico Clube e pouco dormir, chegou um dos passeios mais esperados que era ir até a pinguineira, como dizem, para poder andar ao lado dos pinguins.

Eu havia comprado o passeio com a All Patagonia, a mesma que me vendeu o passeio pelo Canal Beagle do relato 7º dia. A idéia era eu ir até o pier e me apresentar para a empresa Pira Tour que é quem organiza os passeios, só que quando cheguei no albergue no dia anterior havia um recado para mim dizendo que eu não deveria ir até o Pier, eles passariam no albergue para me pegar. Isso foi ótimo, pois eu estava cansado e com isso poderia dormir um pouco mais.

Na hora combinada, por volta das 08:00 a van da All Patagonia e não da Pira Tour, chegou no albergue e me dirigi a ela e fui apresentado a um senhor que estava presente, era um senhor Francês de aproximadamente uns 60 anos. A guia informou que iriamos somente nós 2. Ela perguntou se eu falava espanhol ou inglês. Como me dou bem com os dois idiomas preferi deixa-la com o espanhol. Ela então me explicou que ela esta acompanhando este senhor a uns dias em todos os passeios pela cidade e que ele não falava muito espanhol então ela era tipo uma interprete para ele. Ela então me perguntou o que eu sabia sobre a cidade, falei que nada, ela então começou a explicação.

Foi ótimo porque ela me explicou tudo sobre Ushuaia, Terra do Fogo e Patagonia. Creio que se eu tivesse ido com a PiraTour não teria tido toda esta explicação era praticamente uma aula particular.

Para irmos a pinguineira, tinhamos de ir de carro pela Ruta 3 até a Estância Haberton. No caminho paramos algumas vezes para tirarmos umas fotos e para explicações detalhadas sobre o local. As duas paradas que mais gostei foi uma para poder provar o fruto Calafate, do qual eu já havia provado o sorvete, mas não o fruto em si. Creio que já havia dito em outro post, existe uma lenda que diz que se o visitante provar do fruto Calafate, retornará a região outras vezes. Já se ele provar muito fruto, ficará na região para sempre. Ninguem explicitou se vivo ou morto, espero que vivo...rs.

A outra parada foi nas arvores que possuem sua copa na horizontal, devido a força dos ventos. Este é mais um dos postais da região. O qual queria conhecer, mas nem sabia aonde ficava. Ela tentou tambem nos mostrar os castores, responsáveis pela enorme quantidade de arvores mortas pelo caminho, mas infelizmente não vimos nenhum. Ela explicou que de dois casais de castores que foram trazidos da europa para a região no passado, hoje existem mais de 50.000 animais, já que eles não possuem predatores naturais.

Chegamos a Estancia Haberton, que é o local aonde a cidade de Ushuaia foi criada a dois seculos atras. O local hoje abriga alguns imoveis e uma área preservada pelo qual é feito um tour com explicações sobre as atividades da comunidade e sobre o seu passado. Sugiro pesquisarem na wikipedia sobre este assunto, pois é bem interessante.

Esperamos por um instante e logo chegou o bote que nos levaria até a ilha marilho aonde estão os pinguins. Ela não pode ir neste passeio, pois somente 20 pessoas por dia podem ir até a ilha. O bote saiu e navegou por uns 10 minutos pelo Canal Beagle até chegar a ilha. De longe já era possível ver centenas de pinguinas na praia. Uma cena de indescritivel beleza. O bote para e descemos para ilha. Uma guia que foi conosco explicou para que não falassemos alto e seguissemos a trilha demarcada, pois senao poderiamos pisar em algum ninho e destruir os ovos.

Ficamos uns 30 minutos andando pela ilha. Muitas fotos. Aproveitei para tirar fotos do Francês e para pedir a ele tirar fotos minhas. Não há barreiras idiomaticas para a simpatia e amizade. Pudemos ver dois tipos de pinguins, todos muito curiosos com os invasores. Era muito lindo poder ver o barulho que eles faziam para se comunicar. Fiz alguns videos, mas parece que o som fica na mente, enquanto estou escrevendo vou relembrando cada momento junto a criação divina.

Quando o bote voltou para nos pegar, deu uma tristeza deixar o local, mas já tinha aproveitado bastante e tinhamos de dar paz os bichinhos. Creio que se eu tivesse pego o passeio completo pelo canal beagle no primeiro dia teria me arrependido, pois no passeio completo você não pode descer na ilha, somente ficar no barco tirando fotos. Paguei mais caro, mas dividir os passeios não a preço que pague, mais uma pro cartão de crédito...rs.


Voltamos a estância, onde nos encontramos com a guia da All Patagonia. Ela explicou para mim e para o senhor um pouco sobre os pinguins e sobre seus habitos. Estes pinguins são os mesmos que de vez em quando aparecem pelas praias do sul do Brasil. Ficamos um pouco juntos e em seguida começou um tour pela estancia. O tour era feito por dois estudantes de turismo de Buenos Aires que faziam estágios no local. Uma explicava em ingles e outra em espanhol. Ficamos com grupo em espanhol. Foi bem interessante tambem, explicaram sobre os tipos de arvores da região, sobre os indios que viviam na região, passamos pelo cemitério que fica no local, pelo galpões aonde trabalhos são feitos e pela casa principal aonde o tour terminou. Como já eram quase 2 horas da tarde, aproveitamos para almoçar no restaurante local. Resolvi juntamente com o senhor frances, tomar a sopa haberton. Uma sopa de vegetais que é a especialidade do local, e que é muito boa por sinal.
Para forrar a mesa colocal uns papeis com o mapa da regiao, tentei tirar uma foto, foi quando o senhor frances falou para eu guardar o papel depois da refeição. A guia então pediu duas folhas uma para mim e outra para ele, para levarmos de recordação. Assim que ligar meu scanner coloco a imagem em algum post ou no meu flickr.

Depois da refeição era hora de voltar. A volta teve somente uma parada em um local aonde agora com sol era possível visualizar melhor um povoado chileno chamado Puerto Willians. Este povoado esta em constante briga com a cidade de Ushuaia pelo titulo de cidade mais ao sul do mundo, porem a desculpa de Ushuaia é que ela é a última grande cidade mais austral do planeta. Puerto Willians é apenas um povoado.

Voltamos até o centro de Ushuaia em um caminho que levou aproximadamente 1 hora. Em vários momentos acabei dando uma cochilada. A Van me deixou na rua principal e na hora de me despedir a guia me deu um mapa contendo a posição de todas as placas turisticas da região, inclusive com o local aonde estava a placa com os dizeres "Ushuaia - Fin del Mondo". O senhor frances iria agora fazer um passeio de helicoptero sobre a região. Nada como ter dinheiro.

Voltei para o albergue para deixar minhas coisas e depois passei o resto do dia andando pela cidade e fazendo compras. Aproveitei para tirar fotos nos pontos que a guia havia marcado, andei por algumas ruas que não havia ido e encontrei pontos interessantes para fotos. E o melhor de tudo fui gastar na rua principal. Meu maior gasto foi em uma loja aonde eu havia já comprado meus oculos escuro. Nesta loja gastei aproximadamente 800 pesos em roupas de frio da Billabong. Umas roupas bem coloridas que eu tinha achado o máximo quando vi alguns garotos pela rua vestindo-as. Pelos meus calculos o mesmo tipo de roupa aqui no Brasil não sairia por menos de 1000 reais. Pena não ter tido a idéia de comprar algumas para revender por aqui. Agora é torcer para que faça muito frio aqui em São Paulo, para poder usa-las.

Comprei tambem algumas lembranças para amigos e para minha mãe, alem de algumas para mim tambem. Enrolei tanto em algumas lojas que quando eu ia comprar os famosos chocolates da região, as lojas estavam fechando. Pensei então em comprar no dia seguinte, mas dai cai do cavalo, já que as lojas ficam fechadas no domingo durante o dia para abrirem as 17 horas.

Antes de voltar para o albergue, passei antes em uma lanchonete para comprar um hamburguer para comer. Enquanto esperava fiquei vendo TV que estava sintonizada em um tipo de MTV Hits. O mais interessante foi ver que a maioria das musicas 99% eram em espanhol, diferente daqui do Brasil onde praticamente só passam clipes estrangeiros. Voltei ao albergue, conversei com algumas pessoas que havia conhecido e com meu colega de quarto, que estava louco a procura do passaporte que ele acreditava ter esquecido na casa de cambio. No final ele não achou o passaporte e iria esperar até o dia seguinte para ver se realmente havia deixado na casa de cambio ou se havia perdido. Aproveitei os momentos antes de dormir para dar um jeito nas minhas coisas, afinal no dia seguinte a tarde eu iria pegar o voo para Buenos Aires. Tudo arrumado e sem tesão para sair a noite, fui rever algumas fotos da viagem e depois dormir extasiado por todas as belezas naturais com a qual me deparei e que infelizmente nós humanos estamos ajudando a destruir....


 
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